Os desdobramentos sobre a tragédia (incêndio), que vitimou um casal de jovens e um bebê no condomínio Parque das Árvores, em Valparaíso de Goiás, cidade distante a 35 quilômetros do Plano Piloto, em Brasília, continuam, e assim, algumas famílias estão deixando sua residências em definitivo, de mudança para outros locais. A principal explicação é o medo após o incêndio.

No entanto, a direção do condomínio, após vistorias preliminares, garantiu que o ambiente é seguro para os moradores, exceto para as unidades que foram interditadas, no caso seriam 12 unidades, que estão devidamente lacradas.

Mesmo com essa garantia de segurança, muitos moradores não se sentem bem em continuar. “Estou indo porque realmente não me sinto bem, e como moro no quarto andar, que é bem alto, se algo acontecer a gente sabe que pode morrer, embora isso é comum para todos os edifícios altos, disse o agora ex-morador da unidade 406, que alugou um imóvel em Santa Maria. Ele ainda disse que mesmo distante do incêndio, o apartamento onde mora mofou parte da cerâmica do piso devido ao calor.

Nesta manhã de sexta-feira, dia 30, algumas faixas anunciando aluguel ou venda também apareceram expostas nas faixadas de algumas unidades do Bloco D, vizinho ao E, onde o incêndio ocorreu. A reportagem apurou que outras famílias também já teriam se mudado, mas não há certeza se seria devido ao medo pós-incêndio. Mesmo assim, coincidência ou não, a rotina de mudanças se intensificou esta semana.

Nos próximos dias, o laudo final sobre as causas do incêndio deve ser divulgado pelas autoridades locais.

Assunto em todas as equinas da cidade

O incêndio no Bloco D, ocorrido na última terça-feira, dia 27, com três vítimas fatais, virou tema de conversas e discussões em todas as esquinas, bares, padaria e comércios de Valparaíso de Goiás. Muitos ainda tentam entender a dinâmica do incidente, que virou ainda manchete em sites, TVs e jornais de todo o país. Algumas pessoas mais curiosas, passam até de carro em volta do condomínio para ver os estragos, outros ficam discutindo com amigos, lamentando a perda das vidas e discutindo segurança nos condomínios da cidade.

Bombeiros salvaram vidas, mas demora é motivo de muitas críticas

Apesar te terem sido cruciais para apagar o incêndio e salvarem vidas, militares do Corpo de Bombeiros, em especial de Valparaíso, foram elogiados e criticados ao mesmo tempo. A demora, apurou a reportagem do Blog do Amarildo, que estava presente na cena da tragédia, foi de pelo menos 35 minutos para a chegada da primeira viatura com equipamentos contra incêndio. Na prática, o combate mais forte começou a ser feito a partir dos 40 minutos de incêndio, uma eternidade para uma situação de tragédia com fogo em residência.

Muitos acreditam que se o combate tivesse sido iniciado nos primeiros 10 minutos, somente a unidade que pegou fogo e as duas ou três mais próximas teriam sido atingidas. Com a demora, pelo menos 12 apartamentos foram (dois destruídos) e o restantes, todos sofreram avarias, em diferentes grau de destruição, e tiveram que ser interditados, sem previsão de entrega, e só será feito isso após ampla reforma e novas avalições técnicas dos órgãos competentes.

Depoimentos a caminho e previsão de laudo final

Com a alta médica do prestador de serviço que fazia manutenção em um sofá na unidade que pegou fogo, a 1a DP de Valparaíso deve ouví-lo nos próximos dias e o incidente deve começar a ser desvendado. Em e reunião na última quarta-feira, 28, no salão de festas do condomínio em questão, autoridades disseram que o laudo final sobre perícia do incidente sai em até 30 dias, mas pode ser liberado antes.

Fonte: Blog do Amarildo

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