A advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, 28 anos, tornou‑se centro das atenções em Cascavel (PR) após se lançar por fora da janela do 13º andar do apartamento onde vivia para retirar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio que consumiu unidades do imóvel. Juliane permanece internada em estado grave na UTI do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, com queimaduras em aproximadamente 70% da superfície corporal, e aguarda transferência para centro especializado em tratamento de queimados; a mãe, identificada como Sueli Vieira, e a criança também seguem hospitalizadas em quadro grave.
O episódio ocorreu na manhã de quarta‑feira, 15 de outubro de 2025, segundo a matéria original, e as primeiras perícias indicam que o fogo teve início entre a sala e a cozinha do apartamento. Para escapar das chamas, a vítima utilizou o suporte de um aparelho de ar‑condicionado do apartamento vizinho como apoio externo e, a partir dali, tentou prestar socorro aos familiares até a chegada e o resgate por parte do Corpo de Bombeiros. Em decorrência da operação de resgate, um bombeiro sofreu queimaduras de primeiro a terceiro grau e permanece internado; outro integrante da equipe teve ferimentos leves e recebeu alta.
A Polícia Civil classifica o caso como acidente doméstico, sem apontar indícios de crime até as informações disponibilizadas. O condomínio foi totalmente evacuado e o prédio isolado para realização de perícia técnica. Moradores relataram que o porteiro acionou o alarme e procedeu ao corte do fornecimento de gás e energia elétrica assim que detectou o incêndio. Desde o sinistro, o pátio do condomínio tornou‑se ponto de encontro de vizinhos, voluntários e apoiadores; houve também mobilização de correntes de oração e iniciativas de arrecadação para custear o tratamento das vítimas. Uma campanha de financiamento coletivo foi lançada por uma amiga, com meta estabelecida em R$ 200 mil; conforme atualização constante na reportagem, a arrecadação havia ultrapassado R$ 107 mil até a última verificação.
O hospital informou que a paciente está sob protocolo intensivo para queimaduras graves, com suporte ventilatório e cuidados contínuos. A reportagem traz ainda informações biográficas: Juliane é formada em Direito, já trabalhou como assistente na Secretaria de Segurança Pública do Paraná — de onde foi exonerada em 2022 — e mantinha perfil ativo em redes sociais com registros de treinos físicos e manifestações de fé. Amigos e conhecidos descreveram a atitude de Juliane como coerente com sua postura pessoal, citando traços de determinação e praticidade. O cachorro da família, Barthô, também foi resgatado sem ferimentos.
Do ponto de vista técnico e processual, os fatos divulgados destacam: isolamento do edifício para perícia técnica, qualificação preliminar do evento como acidente doméstico pela autoridade policial, intervenção dos serviços de emergência e medidas adotadas pelo porteiro (acionamento de alarme e corte de serviços essenciais). Esses elementos compõem o conjunto factual relevante para análise de responsabilidades relacionadas à segurança predial, manutenção de instalações (inclusive gás e elétrica), procedimentos de emergência do condomínio e eventual instrução probatória em demandas cíveis ou administrativas que venham a ser propostas em razão do sinistro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo