A Polícia Civil de Mato Grosso instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias envolvendo a morte de um cachorro e dois gatos no interior do condomínio de luxo Florais dos Lagos, localizado em Cuiabá. Os animais foram encontrados mortos na última semana, em situações consideradas suspeitas, o que levantou a hipótese de envenenamento.
De acordo com informações apuradas, os tutores dos animais perceberam comportamentos estranhos, como vômito, salivação excessiva e convulsões, minutos antes da morte dos pets. O caso gerou grande comoção entre os moradores e levou a administração do condomínio a acionar imediatamente a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), que passou a conduzir as investigações.
Fontes ligadas à investigação informaram que os corpos dos animais foram encaminhados para necropsia, e materiais coletados passaram por análise laboratorial, a fim de identificar a presença de substâncias tóxicas. O resultado desses exames será fundamental para confirmar se houve, de fato, envenenamento.
Além disso, agentes da Polícia Civil estão analisando imagens de câmeras de segurança espalhadas pelo condomínio, na tentativa de identificar movimentações suspeitas ou a presença de pessoas estranhas no local nas horas que antecederam as mortes.
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. Entretanto, os investigadores não descartam nenhuma hipótese, incluindo desde um possível crime intencional até negligência por parte de terceiros, que possa ter exposto os animais a substâncias perigosas.
O condomínio Florais dos Lagos é conhecido por abrigar residências de alto padrão e oferece infraestrutura sofisticada, segurança privada e monitoramento 24 horas. Apesar disso, o episódio gerou insegurança entre os moradores, que cobram medidas mais rigorosas quanto ao controle de acesso, fiscalização interna e proteção aos animais domésticos.
O caso também reacende discussões sobre o aumento de denúncias de maus-tratos a animais em condomínios, prática considerada crime no Brasil, de acordo com a Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), agravada pela Lei nº 14.064/2020, que prevê penas de 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda de animais.
Em nota, a Polícia Civil informou que segue ouvindo testemunhas, incluindo funcionários, moradores e prestadores de serviços do condomínio. As autoridades pedem que qualquer informação que possa auxiliar na elucidação dos fatos seja encaminhada diretamente à DEMA ou a qualquer unidade da Polícia Civil.
Organizações de proteção animal da capital também acompanham o caso de perto, oferecendo apoio jurídico e psicológico aos tutores das vítimas.
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Fonte: Condomínio Interativo